... Esse texto foi feito sem nenhuma conexão com realidade, com pensamentos
e palavras roubados. Mas tudo com verdade, com intenção e boa fé. Não se irrite
com minha falta de jeito para a expressão, mas é de coração.
16 anos de historia, de
lagrimas, desordem, conflitos, de uma vida.
Venero-te menina, assim
como venero as palavras, o amor e amizade. O tempo com suas fabulosas mutações
nos mantém em constante movimento e nos traduz mudança. Alheamento chega mais
perto. Convivemos aprendo sem alterar nossa forma, sem admitir transformação no
ato de pensar e agir. O tempo, superestimado, confunde, enrijece e em sua
maioria embaraça. Como a grande Verônica H. afirma “O tempo, superestimado,
nada muda. Só faz confundir realidade e passado num borrão sem cor”. Eu
discordo, tempo muda, fortalece ou enfraquece e mantém ativa a lei do
frio-quente, triste-alegre, coisa de filosofia.
Cresceu ao meu desviar de olhos, trocou as
“bonecas”, nossas “ historias”, por um tal “ gosto mais apurado”, mas, mesmo
assim venero-te, acho-te fabulosa, com toda sua bipolaridade que me irrita e me
encanta. Menina suas “vidas”, lagrimas, sorrisos, ainda sim, me interessam. Alerta “Palavra não faz carinho, menina, palavra
ao dá colo. É de abraço que preciso quando não há mais letra, tatuagem, tinta,
papel, caneta, poesia. Quando não tem mais rima é de conforto que preciso”.
Chama-me, que vou correndo, largo as palavras e essa minha incrível mania de
abandonar o mundo em troca de rimas, de palavras e perfeitas combinações entre
realidade de mundo mágico, da desconexão. Sem ser demais guardo a mim o que me
ajudou a conquistar. “Afeto,
certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia? Acho que é
amizade.”
Hoje eu relia antigas conversas nossas,
elas eram encantas, ricas em verdade e sintonia. “Hoje não mais.” Fico pensando às vezes como deve ser bom ligar e
dizer "aconteceu algo terrível, sinto que não vou suportar" e ouvir
"senta e me espera to indo agora te ver". Seria bonito, e as coisas
bonitas não acontecem mais!”“. Milagre, não?! Milagres não caem do céu, eles
são méritos nossos conquistados com nossas mãos e merecimentos, nós que os
tornamos possíveis.
“Somos o que
somos, somos o que seremos. Em busca dos ideais que nunca aconteceram, em busca
de dias que nunca amanheceram. Palavras não ditas, ações inacabadas, talvez
seja o destino, talvez seja o nada. A vida vai mostrando do que somos capazes,
o dia-a-dia é a nossa grande verdade. O que nos move são os sentimentos, são as
pessoas, os sonhos que temos. Sentimentos incontroláveis, pessoas especiais e
sonhos que estão prestes a ser realizados.” Sonhos que valeriam muito se você
estivesse do meu lado. Eu fui tentando insistindo em te entender.
“Insistir, tem coisa
mais autodestrutiva que insistir sem fé?”. Acredito que ela, a fé, esteja por
ai, vagando corações e movendo montanhas.
“Te desejo uma fé
enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve
um dia”...
Que esse mais “um dia” se repita, que seus sonhos
se renovem, que viva independente de como, que sua mudança seja constante e que
um dia nossas “fés” sentem para secar lagrimas, reluzir sorrisos e jogar
conversa fora, como suas donas faziam, quando eram meninas. Feliz mais um dia
qualquer, mais muitos dias qualquer para você, que Deus abençoe cada um deles
que mesmo em dia que sua cota de fé estiver baixa ele venha com toda sua
paciência de pai e a recarregue. Toda POSITIVIDADE, desejo a você.
Feliz aniversário, menina.
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